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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Filhos que nos ensinam! “Mimindu. Vem mimindu, papaaíííí!”



Noite de quarta-feira, dia 30 de março. Após ser levado ao tribunal e perante o juiz confesso: Eu sou culpado sim! Culpado de ceder a um ou dois caprichos de minha filhota! E esta noite é um desses dias! Quero dizer, noite!

Cedo porque não é fácil deixar de ser fisgado por aquele olhar meigo, carinhoso e convidativo junto a uma sonora e quase orquestral sentença: “Mimindu. Vem mimindu, papaaíííí!”

Simplesmente NÃO há como negar este convite! Ela sabe me ganhar no grito! Ou melhor, no sorriso! E olha que eu estava fazendo um servicinho! Tradução!

O engraçado é que não tenho mais trazido traduções para fazer em casa, até porque prefiro passar meu tempo com minha esposa assistindo um bom programa, filme ou lendo um bom livro junto com nossa filhota. Mas pintou uma traduçãozinha de quatro artigos científicos sobre odontologia. Que prontamente (Sarcasticamente falando) iniciei após dois meses de espera! Risos...Não...Gargalhadas!

Não fazia isso desde que a Marina nasceu e compreendeu que o sujeito de barba por fazer, calvo e que de vez em quando some durante a manhã, reaparece para almoçar ao meio dia e some até a noite é aquele mesmo sujeito de quem ela ouviu canções e orações antes de nascer, lá na barriguinha da mamãe, era o seu papai!

Desde então, nunca mais tive tempo de fazer uma correção ou tradução sem tê-la por perto chamando minha atenção, subindo em meu colo, mexendo no teclado do laptop, batendo no meu rosto com suave mão PESADA - pesada mesmo - perguntando: “Papaaííí, te issu?” (Papai, o que é isso?)

Preferi dar atenção para ela! Cedi aos seus caprichos de princesa do papai. Até porque daqui a alguns anos não conseguirei ter a sua atenção como a tenho hoje!

Cedi sim, ela me chamou e não resisti...Larguei tudo! A tradução! O computador! O serviço! E fui “mimi” com ela! E querem saber o que é interessante? Ela tem a mesma atitude que eu tinha e ainda tenho! Ficar grudado até dormir, pernas “prum” lado e tronco ”pru” outro, e rostinho quase que dentro do meu!

Estava lá eu e ela rindo e rindo! Bastava um silêncio e quando um olhar encontrava o outro...Risos! Isso mesmo! Muitos risos! Gargalhamos demais! Até que veio o soninho e como uma mãe pega sua cria e a coloca entre seus braços, ela o fez! Abraçou-me, pegou meu rosto e puxou minha cabeça até seu pequeno tronco, onde me apertou forte, me protegeu e “mimiu”!

Encostado em seu pequeno tronco comecei a pensar no que aconteceu! E um pequeno dilema surgiu dentro de mim. Ficar ali e curtir aquele momento ímpar e extasiante ou correr para o “Word” e escrever sobre o que estava acontecendo? O resultado está aqui! Corri pra mesa e comecei a escrever este pequeno texto.

E mais uma vez minha filha me ensinou o valor do amor incondicional. Onde um abraço vale muito mais do que as mais finas jóias e fala mais alto do que as mais altissonantes pregações!

Te amo minha linda filha!

Com amor dedico este texto a ela, Elaine Tavares, que meu deu a oportunidade de deixar o nosso Pai, o Senhor, me tornar seu marido e pai de nossa filha!

Shalom

Everson Tavares, culpado de ser pai!

Um comentário:

  1. Em dilemas como este é sempre bom sairmos perdedores, porque, na verdade, é aí justamente que saímos ganhando. Ganhamos momentos únicos e preciosos ao lado dos nossos filhos, nosso maior tesouro. Isso não tem preço. E não pode nnca esperar. Que bom que nossas crianças são beeem mais sábias do que nós e nos obrigam, da forma mais linda e carinhosa possível, a ter tempo para elas, até mesmo quando pensamos que não temos. Um abraço para vcs três!!!

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