Total de visualizações de página

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Domingo pela manhã





Shalom para todos e em todos,

A partir do próximo domingo pela manhã teremos o início do culto matutino com a direção do nosso amigo e irmão Pb. Marcondes Gomes. O ministério de louvor, a mesma equipe escalada para noite fará o louvor pela manhã, ou seja, será um culto de primeira como o Eterno merece.

Também teremos ministrações especificas da palavra seguindo um modelo de estudo continuo e coerente.

Oração, Palavra, Canções e ministrações farão parte desta nova etapa da nossa igreja.

Auxiliando o nosso amigo estaremos, eu, minha esposa, dca Elaine e dca Allana, esposa do Pb. Marcondes. Se é pra servir e fazer bem feito. Eis-nos aqui!

Então, você está convidado a participar desta celebração ao Senhor dando a Ele sua primicia do domingo.

Aleluia,

Everson Tavares.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quando esquecemos o que falamos...


Uma das coisas mais desgastantes em relacionamentos chama-se ESQUECIMENTO. Esquecer o que se falou, o que se prometeu, o que publicamente foi dito.
No campo ministerial, isso passa a ter um peso ainda maior, visto que por estarmos numa posição de destaque somos observados, analisados, criticados, julgados e sentenciados. Logo, o que sai de nossas bocas tem um enorme ressoar nos ouvidos alheios.
Esquecimento
Por que será que há tanto esquecimento no meio evangélico nos últimos dias? Esquecemos o que pregamos num dia anterior, esquecemos o que prometemos semanas anteriores, esquecemos propósitos meses depois, esquecemos até da verdadeira mensagem escritural: Yeshua o centro de toda a Palavra!
Tornou-se notório o esquecimento no nosso meio; não sei se propositadamente, ou por falta de prioridades. Ou por interesses menos escusos deixamos de nos lembrar de certas coisas não tão rentáveis: compromissos com o próximo, principalmente quando este é um desprovido de uma vida financeira salutar.
Esquecer passou a ser uma síndrome no nosso meio. Uma síndrome crônica! Que dia após dia vem derrubando a credibilidade de muitos pregadores e ministros de música. Pregadores que pregam algo que logo após suas pregações se esquecem de vivê-las. Ministros de música que após cantarem abrir mão de seus sonhos etc., se esquecem de cumprir seus compromissos como bom cidadão e chegar na hora certa não deixando outrem esperando.
Esquecimento, talvez está seja a razão de todas estas bizarrices “evangelisacionais”.
Esquecemos de ser simples, de vier uma vida tranquila, demonstrando o amor de Jesus em nossas atitudes ao ver uma criança, conhecida ou não, caída no chão estender nossa mão e a levantar. Sentar-se à mesa com nossos familiares e amigos e compartilhamos uma boa refeição e uma ótima conversa, deleitando-se nas maravilhas do Eterno Pai. De andar de mãos dadas com a esposa e comprar uma pipoca em frente da Igreja Católica Matriz e se sentar no canal para ver os barquinhos e os pescadores de carapicus e carapebas, peixes que dão no canal.
Esquecer de viver o simples é morrer no meio de uma caminhada que não nos leva a lugar nenhum.
Nestes últimos dias tenho me lembrado e vivenciado tudo aquilo que o ATIVISMO RELIGIOSO me fez esquecer: namorar minha esposa e levá-la para caminhar comigo na Rua das Pedras em Búzios num domingo à noite, sem ter o peso FUNDAMENTALISTA de que estou pecando porque não ‘fui cultuar a D’us no domingo à noite’. E daí, eu o cultuo todos os dias, e digo mais, ver minha esposa e minha filha felizes por estarmos com nossos familiares alí, somente me fez lembrar o quando D’us é bom e assim eu pude em ações de graças dizer: Obrigado Senhor!
Ir para a Ilha do Japonês e ficarmos umas duas horinhas ali brincando com Marina, nossa filha. Ver minha esposa como há muito tempo não a via: MULHER. Minha mulher! Não falar sobre problemas de igrejas, de pastores, de lideranças, disso e daquilo. Apenas, vê-la, beijá-la, abraçá-la e sonharmos. Coisas que não quero nunca mais me esquecer.
O que eu quero me esquecer e não lembrar mais é o Fundamentalismo religioso, vazio, frio e morto do hiperativismo religioso. Isso eu faço questão de dizer que é saudável o esquecimento!
O que eu não posso me esquecer nunca é: ao acordar pela manhã agradecer ao meu Pai pelo fôlego de vida, pela minha esposa ao meu lado, pela minha filha saudável. Por minha mãe de 80 anos cheia de sonhos e disposição, pela minha sogra que é mais mãe do que sogra, pelo meu sogro que é mais pai do que sogro. Pelos meus amigos, uns mais chegados que irmãos, pelos meus irmãos e irmãs de sangue, pelos meus familiares e parentes. Pela minha cidade, por morar numa área tão abençoada, pelos meus empregos, por me permitir voltar a treinar Karatê, por poder correr, caminhar e malhar, por poder viajar com minha esposa até Niterói e lá no Shopping ver a alegria dela e de minha filha ao ver um mundo que não estamos habituados. Ao rever velhos amigos e amigas, eu agradeço ao Senhor. Pelos meus alunos e alunas, que mesmo depois de crescidos me chamam de ‘Tio Everson’. Obrigado Senhor por tê-lo na minha vida. Obrigado pelo Seu Espírito Santo em mim. Obrigado pela Salvação. Obrigado por eu poder propagar o Teu Reino em tudo que eu faço!
Estas coisas eu não posso me esquecer jamais!
Esquecimento: um mal tão grande nos círculos evangélicos que acaba nos fazendo afastar de D’us. Então, eu prefiro me afastar do esquecimento e viver aquilo que fui vocacionado a viver: Servir. Servir ao Senhor, na minha família, nos meus amigos, nos meus empregos, nos meus treinos, na minha igreja. Enfim, aonde Ele me permitir ter contato com pessoas.

Shalom

Everson, lembrando

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quando nos afastamos do Deus

Este foi o tema da ministração de ontem no CEI de Cabo Frio.



O tema foi baseado em Lucas 7:36-50, onde Jesus foi comer junto com Simão, o fariseu. Ali, naquele lugar, havia três pessoas em destaque:

Simão, o fariseu;
A pecadora, provavelmente uma prostituta;
E Jesus, o profeta, mestre e salvador.

Simão: Fariseu, conhecedor das escrituras, cumpridor dos preceitos, mandamentos e leis ensinadas na Torah. Praticante do judaismo biblico, cumpridor de suas tarefas. Andava com as mais altas classes de homens, afinal ele era uma fariseu.

A pecadora: não tem um belo passado, não há relatos sobre seu passado, na verdade. Mas podemos imaginar, ao compreender que ela era uma prostituta o quanto ela não se envolveu com outros homens, não sabemos se ela era uma prostituta de luxo ou do lixo, mas sabemos que em seu coração havia a necessidade de transformação. Quantas promessas não houviu esta mulher? Quantos ao se deitarem com ela por pura conveniência sexual não a deixaram logo após o ato sexual? Quantas noites e dias esta mulher não se olhava no espelho e via a trasfiguração daquela que um dia foi uma criança cheia de esperanças, sonhos e idealizações? Esta era a pecadora.

E Jesus, o mestre que nos ensina assentado à mesa. Que nos salva apesar de nossos delitos. Aquele que mostra como devemos agir diante dos pecadores, diante dos necessitados, diante de nós mesmos.

Estes três indivíduos nos revelam muito acerca de nós mesmos:

1º - Simão, o fariseu - Quantas vezes agimos de maneira semelhante a Simão? Quantas vezes nos posicionamos tão rigidamente e fundamentalistamente diante de certas situações? Não dá nem pra contar. Nos colocamos como conhecedores da Palavra e acima dela nos posicionamos como JUÍZES! Julgamos, julgamos e julgamos! Não exercemos o amor, tão pouco a misericórida! Acusamos, e em muitas vezes por já sabermos o que fazer e como fazer vivemos em um AUTOMATISMO RELIGIOSO FUNDAMENTALISTA que nos afasta de termos um genuino relacionamento de amor com Deus e com o próximo. Chamamos Jesus para participar de uma refeição conosco, só pra mostrar para todos que conhecemos Jesus. Só pra dizer que Jesus ''Foi lá em casa''.

Mas nos esquecemos de lavar Seus pés, esquecemos de nos curvar ante sua Santidade e Messianidade. Ante o Seu amor. Não lavamos os pés de Jesus. Pés que andam por terrenos sujos, empoeirados e aridos. Pés que andam por caminhos nada limpos em busca de pecadores, em busca de perdidos. Não lavamos os pés dAquele que anda trabalhando em prol dos desamparados, dos menos agraciados, dos mais pobres e até dos mais miseráveis.

Agimos e agimos muito como Simão. Acolhemos Jesus em casa e esquecemos de acolhê-lo em nosso coração. Esquecemos de olhar para os pecadores como Ele nos olhou e continua a olhar.

Em contra partida, temos a pecadora. Ela que se lançou aos pés de Jesus e ali, chorou, chorou e chorou. E com suas lágrimas, as quais não foram poucas, lavou os pés do nosso Senhor. E com seus próprios cabelos assim os secou. Como precisamos lavar os pés do Senhor! Lavar os pés com nossas lágrimas de profundo e verdadeiro arrependimento! Lágrimas de quem não tem nada pra ofercer a não ser a própria vida. Lágrimas que choram por nós mesmos e pelos outros que ainda não O viram. Lágrimas de um pecador!

Lágrimas de arrependimento. Lágrimas de fé!

Que venhamos a ser mais semelhantes a pecadora, no que tange o ARREPENDIMENTO e a HUMILHAÇÃO aos pés daquele que é Santo e pode nos santificar. E sejamos menos, ou melhor não sejamos como Simão, o fariseu, que acolhe Jesus em seu lar mas não em seu coração.

Quando nos afastamos de Deus perdemos a sensibilidade ao Espírito Santo. Nos tornamos frios, calculistas, duros e críticos. Nos tornamos Simão, o fariseu! Senhor, como eu estava me tornando Simão! Tinha o Senhor sentado ao meu lado à mesa, mas lavei o Seus pés! Tinha o Senhor sentado ao meu lado, mas não O tinha no meu coração. Mas por sua graça fui alcançado e me vi como uma alma pecadora necessitado de chorar aos seus pés.

Que sejamos menos Simão. Ou melhor, deixemos de ser Simão, o fariseu e sejamos mais semelhantes a pecadora, arrependida de seus atos, uma lavadora de pés. Sejamos humildes e curvemo-nos aos pés dAquele que nos lava não apenas os pés mas toda a nossa história.

Shalom


Everson Tavares, servo.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Quando se perde a esperança...



Nestes últimos dias tenho pensado e repensado muito sobre promessas e sobre esperança. E hoje ao ler o início do capítulo 1 de Oseias, o profeta, me vi atraído pelo versículo 2 parte b que diz: ...porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor. Fazendo me refletir muito sobre o estado lastimável de nossa cidade, de nossa espiritualidade (no sentido mais radical da palavra) e de nossas igrejas.

Recordei do início da minha caminhada na fé. Quando chegava o fim do ano ficava na expectativa e na esperança de algo novo, de algo concreto e palpável: promessas – Paradoxal a sentença, não é? O vocábulo concreto e o vocábulo palpável associados a promessas? Como pode a promessa ser palpável se não passa de conjecturas e prospecções de algo que nem existe ou que está distante de nós no tempo ou no espaço? Simples. Muito simples. As promessas do Senhor são tão ou mais reais e concretas do que a minha própria carne.

E isso fazia muito sentido pra mim; ver e ter a esperança de realizar e atuar naquilo que o Eterno planejou pra mim. Eu e suas promessas. E suas promessas, naquele início de caminhada cristã, eram as palavras que saiam das bocas dos homens de Deus. Palavras traduzidas diretamente do Reino Espiritual através dos servos do Eterno. Verdades comprovadas pelo testemunho genuíno daqueles que as declaravam.

Como era bom, ter esperança de que algo iria acontecer. E acontecei. Mas, e hoje? Como está a minha visão a este respeito? Lastimavelmente, não é mais a mesma. Não é porque deixei de ser novo na fé há muito tempo, passando a ser mais critico e analítico no que me dizem. Não! Deixei de crer em muitas promessas porque os que prometiam não as cumpriam. Deixei de ser bobo. Deixei de acreditar em tipos de falácias que tentavam me empurrar goela abaixo. E passei a distinguir o que era palha do que era realmente ouro.

E onde entra o texto de Oseias nesse meu pensamento? Este texto explica a razão de não mais acreditar em muitas destas promessas porque é justamente por ver que muitas das promessas surgem de interesses políticos, quer no campo dos grupos partidários quer no campo dos relacionamentos eclesiásticos. Políticos, porque há um grande interesse em ter algo em troca. Cansei das visões gigantescas quando não se consegue andar um passo após o outro. Cansei das grandes promessas quando não se consegue cumprir as mais simples e menores, mas não menos importantes.

Isso demonstra uma prostituição de convicções. Uma prostituição de interesses. Desviando-se da pura e simples mensagem de Yeshua: Dá-nos o pão de cada dia.

...porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor...

Hoje, ao sairmos da casa de minha sogra, minha filha e eu. Fiz o seguinte comentário: “Ah, que saudades!” O que fez minha filha de 2 aninhos e 4 meses me perguntar: “Saudades de que, papaizinho?” – Falei pra ela: “Saudades de ter esperança”. Um conceito muito complexo pra uma garotinha que aprendeu a distinguir entre as cores azuis e vermelhas ainda ontem, mas que mesmo assim despertou a curiosidade de saber o que era “ESPERANÇA”. “Te isso, papai?” – “Que isso, papai”; em sua linguagem. Calei-me e seguimos em frente, não soube explicar.

...porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor...

Por que tantos escândalos? Por que homens que receberam a unção para ir à frente da malhada se prostituem por tão pouco e em muitos casos por “tão” muito? Dinheiro, fama, status e bem estar.
Nas origens de sua caminhada estava o amor pelos pobres, a solicitude de escutar quem não tinha nada para dar, nada para acrescentar. Hoje, só anda no meio dos poderosos. Ontem, sonhava pregar ao pé de uma árvore de sombras frescas ensinando àqueles que não teriam nunca em suas vidas a oportunidade de sentarem-se em uma cadeira numa escola teológica ou em uma salinha de uma pequena igreja sem vulto citadino. Hoje, somente as catedrais, os megatemplos, as macro igrejas. No princípio, o amor e a dedicação pelas escrituras preparando os sermões através das orações e estudos. Na presente data, sermões preparados com estratégias psicológicas para alcançar futuros investidores financeiros para a “Obra do Senhor”.
Este sou eu daqui a uma década se não me agarrar ao evangelho da cruz; se não me arrepender profundamente das atitudes que tenho e que cercam meu coração devido “as promessas”.

...porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor...

Quero me arrepender de no futuro me tornar um miserável, hipócrita e desacreditado cidadão.

...porque a terra se prostituiu... Eu quero correr para cruz.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero voltar a ter esperanças verdadeiras nas promessas do Eterno.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero deixar de lado as minhas vaidades.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero ver minha filha crescer no temor ao Senhor.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero me sentar à mesa com minha esposa no jantar e compartilhar com ela a alegria de ver um aluno aprender a pedir “por favor” numa língua que não é a dele.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero viver em Cristo a esperança de ser apenas um homem simples que ama sua família e seus amigos.
...porque a terra se prostituiu... Eu desejo voltar a ter esperança na humanidade.
...porque a terra se prostituiu... Eu quero louvar ao Senhor porque Ele me salvou do pecado, do mundo e de mim mesmo.

Porém da casa de Judá me compadecerei e os salvarei pelo Senhor, seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.” Oseias 1:7

Pelo Teu nome, Senhor! Pelo teu nome salve-me!

Shalom

Everson Tavares, somente.