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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quando esquecemos o que falamos...


Uma das coisas mais desgastantes em relacionamentos chama-se ESQUECIMENTO. Esquecer o que se falou, o que se prometeu, o que publicamente foi dito.
No campo ministerial, isso passa a ter um peso ainda maior, visto que por estarmos numa posição de destaque somos observados, analisados, criticados, julgados e sentenciados. Logo, o que sai de nossas bocas tem um enorme ressoar nos ouvidos alheios.
Esquecimento
Por que será que há tanto esquecimento no meio evangélico nos últimos dias? Esquecemos o que pregamos num dia anterior, esquecemos o que prometemos semanas anteriores, esquecemos propósitos meses depois, esquecemos até da verdadeira mensagem escritural: Yeshua o centro de toda a Palavra!
Tornou-se notório o esquecimento no nosso meio; não sei se propositadamente, ou por falta de prioridades. Ou por interesses menos escusos deixamos de nos lembrar de certas coisas não tão rentáveis: compromissos com o próximo, principalmente quando este é um desprovido de uma vida financeira salutar.
Esquecer passou a ser uma síndrome no nosso meio. Uma síndrome crônica! Que dia após dia vem derrubando a credibilidade de muitos pregadores e ministros de música. Pregadores que pregam algo que logo após suas pregações se esquecem de vivê-las. Ministros de música que após cantarem abrir mão de seus sonhos etc., se esquecem de cumprir seus compromissos como bom cidadão e chegar na hora certa não deixando outrem esperando.
Esquecimento, talvez está seja a razão de todas estas bizarrices “evangelisacionais”.
Esquecemos de ser simples, de vier uma vida tranquila, demonstrando o amor de Jesus em nossas atitudes ao ver uma criança, conhecida ou não, caída no chão estender nossa mão e a levantar. Sentar-se à mesa com nossos familiares e amigos e compartilhamos uma boa refeição e uma ótima conversa, deleitando-se nas maravilhas do Eterno Pai. De andar de mãos dadas com a esposa e comprar uma pipoca em frente da Igreja Católica Matriz e se sentar no canal para ver os barquinhos e os pescadores de carapicus e carapebas, peixes que dão no canal.
Esquecer de viver o simples é morrer no meio de uma caminhada que não nos leva a lugar nenhum.
Nestes últimos dias tenho me lembrado e vivenciado tudo aquilo que o ATIVISMO RELIGIOSO me fez esquecer: namorar minha esposa e levá-la para caminhar comigo na Rua das Pedras em Búzios num domingo à noite, sem ter o peso FUNDAMENTALISTA de que estou pecando porque não ‘fui cultuar a D’us no domingo à noite’. E daí, eu o cultuo todos os dias, e digo mais, ver minha esposa e minha filha felizes por estarmos com nossos familiares alí, somente me fez lembrar o quando D’us é bom e assim eu pude em ações de graças dizer: Obrigado Senhor!
Ir para a Ilha do Japonês e ficarmos umas duas horinhas ali brincando com Marina, nossa filha. Ver minha esposa como há muito tempo não a via: MULHER. Minha mulher! Não falar sobre problemas de igrejas, de pastores, de lideranças, disso e daquilo. Apenas, vê-la, beijá-la, abraçá-la e sonharmos. Coisas que não quero nunca mais me esquecer.
O que eu quero me esquecer e não lembrar mais é o Fundamentalismo religioso, vazio, frio e morto do hiperativismo religioso. Isso eu faço questão de dizer que é saudável o esquecimento!
O que eu não posso me esquecer nunca é: ao acordar pela manhã agradecer ao meu Pai pelo fôlego de vida, pela minha esposa ao meu lado, pela minha filha saudável. Por minha mãe de 80 anos cheia de sonhos e disposição, pela minha sogra que é mais mãe do que sogra, pelo meu sogro que é mais pai do que sogro. Pelos meus amigos, uns mais chegados que irmãos, pelos meus irmãos e irmãs de sangue, pelos meus familiares e parentes. Pela minha cidade, por morar numa área tão abençoada, pelos meus empregos, por me permitir voltar a treinar Karatê, por poder correr, caminhar e malhar, por poder viajar com minha esposa até Niterói e lá no Shopping ver a alegria dela e de minha filha ao ver um mundo que não estamos habituados. Ao rever velhos amigos e amigas, eu agradeço ao Senhor. Pelos meus alunos e alunas, que mesmo depois de crescidos me chamam de ‘Tio Everson’. Obrigado Senhor por tê-lo na minha vida. Obrigado pelo Seu Espírito Santo em mim. Obrigado pela Salvação. Obrigado por eu poder propagar o Teu Reino em tudo que eu faço!
Estas coisas eu não posso me esquecer jamais!
Esquecimento: um mal tão grande nos círculos evangélicos que acaba nos fazendo afastar de D’us. Então, eu prefiro me afastar do esquecimento e viver aquilo que fui vocacionado a viver: Servir. Servir ao Senhor, na minha família, nos meus amigos, nos meus empregos, nos meus treinos, na minha igreja. Enfim, aonde Ele me permitir ter contato com pessoas.

Shalom

Everson, lembrando

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