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sexta-feira, 25 de maio de 2012

O valor da vocação



Esboço da ministração da quinta-feira, 25/05

"E veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença. Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis. E descendo a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR." Jonas 1:1-3

Algumas lições com Jonas, o profeta, no que tange a desobediência ao chamado.

1ª lição
Afastamento de Deus
Cap 1 – vers. 3 - “E descendo a Jope”

Descer de Jerusalém para Jope, é se afastar do Templo, da Arca do Conserto, da Presença do Deus.
Quando dizemos não para a nossa vocação, nos distanciamos de Deus porque temos medo de ir onde Ele quer nos levar, por temer onde este lugar pode ser ou por saber que lugar é este. No caso de Jonas, ir para Nínive, a cidade que empalava* os que eram contra eles, era algo aterrador, pois pregar a verdade de que se não houvesse arrependimento eles seriam exterminados. É como se um indivíduo fosse para uma região tomada pelo PCC com a camisa do CV. Morte eminente.
É compreensível tal atitude, mas não é a certa: negar ao chamado do Pai. Acontece conosco o esfriamento, resultado do afastamento.

2 ª lição
Perda do equilíbrio emocional
Cap 1 – vers.3 – “achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem”

Quando estamos em um barco e não temos o costume de estar em um, e dependendo do estado do mar, ficamos completamente sem o equilíbrio e se a vaga** for um pouco mais intensa chegamos a cair, podendo até mesmo nos ferir.
Quando nos afastamos do Pai, perdemos equilíbrio emocional e racional, e passamos a ter atitudes que ferem a santidade do Pai. Vamos para lugares que não deveríamos, fazemos coisas que não deveríamos e até mesmo magoamos quem amamos. Ficamos tão aflitos que “atiramos” para todos os lados. Buscamos profetas, agoureiros, outras religiões etc. Tudo em vão!

3 ª lição
Perda da visão espiritual e profética
Cap 1 vers.3 – “e desceu para dentro dele”

Ao descermos para o porão de um barco de pesca, teremos uma visão muito limitada das coisas. Na verdade, dependendo do barco, não teremos visão alguma.
Isso acontece na vida daquele que está desequilibrado emocionalmente. Ele não consegue ver nada a sua frente. Fica cego! Ademais, o odor de um porão é horrível! Ou seja, perdemos o olfato do Senhor. O perfume da Santidade do Pai.
Sem visão, com o olfato irritado por cheiros ruins!
Nossa visão espiritual e distorcida quando não perdida. O que profetizar se não tenho a visão de Deus?

4 ª lição
Perda do controle da nossa vida
Cap1 – vers.15 – “E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar”

Ao perdermos a visão espiritual e profética de Deus, somos lançados de um lado para o outro no mar bravio da vida. Sem controle, sem forças e sem destino nos entregamos às correntes do mar esperando apenas pela morte.
Isso acontece porque não temos pra onde fitar os olhos, ou melhor, nos esquecemos de fitar os olhos naquilo que deveríamos fitar! E passamos a ser levado por qualquer vento de doutrina.

5 ª lição
Morte espiritual
Cap 1 – vers. 17 – “Preparou, pois, o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.”

Resultado de tudo isso é a morte espiritual. Estar no ventre de um peixe, onde não se pode respirar, não se vê a luz do dia, onde não podemos ir para lugar algum a não ser mais e mais ao fundo. E muitos vocacionados que dão as costas pro Senhor estão morrendo espiritualmente por causa de sua desobediência ao chamamento!

Conclusão
O que isso tudo tem a ver conosco?

Tudo! Pois, se estamos negligenciando o chamado, quantos ninivitas estão perdendo a oportunidade de se arrependerem? Quando perdidos a espera do nosso pregar, do nosso agir, da nossa obediência?
Se estivermos na posição de Jonas, como desobedientes, ainda há uma solução para as nossas vidas: arrependimento!

E orou Jonas ao SENHOR, seu Deus, das entranhas do peixe.
E disse: Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.
Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim.
E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo.
As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó SENHOR meu Deus.
Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do SENHOR; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia.
Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do SENHOR vem a salvação.
Falou, pois, o SENHOR ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca.
                                                                                          Jonas 2:1-10


  
Então, você que se encontra nesta posição, ore e se arrependa. Exerça a sua vocação, o chamamento do PAI! Pois o valor da vocação é a sua vida e de muitos outros!

Shalom

Pb. Everson Tavares

terça-feira, 22 de maio de 2012

O valor de uma palavra - Minha atitude vale o que eu falo e o que eu canto?


O bom Samaritano - Atitude relevante!


Muito se canta nos altares das igrejas, muito se ministra, muito se chora e se grita...mas a atitude fora dos holofotes eclesiásticos vale o que eu canto e o que eu falo?

Como cristão, penso em não expor o que sou pelas minhas palavras, penso no que Paulo, o apóstolo, certa feita, em uma de suas cartas a Igreja disse: Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
Filipenses 2:3

Não consigo considerar a ideia de colocar sobre os ombros alheios câmeras que me verão falar sobre mim mesmo. Minha missão não é essa, minha vocação não é essa, minha redenção não é essa. Tenho por alvo representar, ou pelo menos tentar representar de maneira digna e honrosa  aquele que vale a pena ser falado sobre: Jesus o Ungido de Deus.

Deste vale a pena falar e falar e cantar e cantar. Mas apenas isso basta? Com certeza a resposta é um alto e sonoro NÃO. Não nos basta subir as plataformas das igrejas e cantar e falar sobre algo que é somente teórico e nem um pouco prático. Do que me vale cantar e falar se não vivo o que predico?

Tenho muitas dificuldades com isso, quando vejo a atitude da igreja na contemporaneidade. Pessoas que se vestem para ir a igreja mas não se revestem de Igreja. Pessoas que cantam muito bem mas que não encantam a ninguém. Pessoas que têm as mais belas missivas mas não têm uma alma agradecida para servir.

“Quem se importa?” Mensagem ministrada pelo nosso pr. Fabrício no último domingo (20/05) que só corroborou para o que ministrei pela manhã na porção de estudos do culto matinal: “Estrangeiros cuja terra, tempo e espaço é só um elemento onde devemos servir ao próximo com nossos carismas e bens.” – Sacerdotes e Levitas! Mostrem-me suas obras e eu mostrarei o Samaritano!

O que fazemos é cantar e falar, mas será que nossas atitudes valem tudo o que cantamos e falamos? Tantos pares de sapatos, tantos casacos, tantas bugigangas sobrando e inúmeros “PRÓXIMOS” na necessidade de ter o que Pedro tinha e deu: “Não tenho ouro e prata mas o que tenho vos dou” – Temos tanto ouro e tanta prata dentro de casa, mas dentro de nós nos falta o DAR.

Cantar e falar não representa a atitude de DAR se você não da! Mas a partir do momento que você compartilha o que tem, e doa-se ao próximo, aí sim: Minhas canções e minhas falas se tornam resultados de minha ATITUDE!

Cristo vivo e eu morto!

Shalom

Pb. Everson Tavares