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sexta-feira, 16 de março de 2012

Fogo estranho no altar



Ana Márcia Britto

Todo levita que serve na casa de Deus precisa ter sua vida limpa e consagrada diante do Pai. Ele precisa ser santo e irrepreensível, pois ministra diante de Deus o seu louvor e adoração.

Hoje, prestamos sacrifício de louvor, que são os frutos dos nossos lábios, em rendição a Deus (Hb 13:15). Porém, em Levítico 8, nós vemos que, no tabernáculo, o sacerdote era intermediário entre Deus e o povo. As pessoas não podiam trazer o seu próprio sacrifício a Deus, era o sacerdote que representava o povo e pleiteava a sua causa.

Quando os israelitas desejavam aproximar-se de Deus, traziam seu animal ao átrio do tabernáculo e, no altar do holocausto, colocavam a mão sobre a cabeça do animal, para expressarem arrependimento e consagração. O sacerdote, representando o adorador, ia até a bacia e lavava as mãos, indicando assim a vida limpa. Então, ele entrava no Lugar Santo e chegava ao altar do incenso, onde a oração era oferecida em favor do povo.

Uma vez por ano o sumo sacerdote passava além do véu, que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, com o sangue da expiação diante do propiciatório, a fim de interceder pelo povo. O sacerdote não podia consagrar-se a si mesmo e Moisés agia em lugar de Deus nessa função (Lv 8). Os sacerdotes eram encarregados dos sacrifícios e os levitas eram seus auxiliares, cuidando do tabernáculo, formando coros, sendo guias e instrutores no templo.

Para se apresentar diante de Deus, os sacerdotes e levitas precisavam de santidade, integridade, para que o nome de Deus fosse exaltado (Lv 10:3). Assim, também em nossas igrejas, precisamos de santidade diante de Deus, para ministrar perante Ele. Precisamos entender que cantar e tocar no altar é uma responsabilidade muito grande e exige fidelidade e temor no coração.
Nós podemos enganar a todos com a nossa falsa adoração, mas, a Deus não. Ele conhece a intenção do nosso coração, Ele sabe para quê e a quem fazemos. Muitos têm no coração a intenção de mostrar a voz bela que possui, ou quão virtuoso é o seu instrumento, para ser elogiado e sempre convocado para estar no altar.

O altar é o lugar santíssimo, é nele que se destacam as pessoas, elas ficam em evidência, se tornam referencial e são imitadas. Se esse referencial for errado, todo o povo imitará. Por isso, precisamos vigiar, como atalaias de Deus, para que o altar não seja maculado com pecados de soberba, orgulho, prepotência e egoísmo. O altar é lugar de destaque e muitos só querem estar ali para aparecer e não para dar o seu louvor a Deus. Temos que pedir discernimento de espírito, pois pessoas que parecem bem intencionadas podem estar manipulando seus líderes para realizar seus caprichos. Como podemos então, selecionar essas pessoas para ministrar no altar? Observando:

· O testemunho perante a igreja;
· O testemunho perante os seus líderes e pastores;
· O fruto;
· Seu referencial de santidade;
· Se é um adorador.

No capítulo 10 de Levítico, vemos a história de Nadabe e Abiú, filhos de Arão, sacerdotes que ofereciam sacrifícios a Deus. Porém, eles se acharam no direito de mudar as ordens de Deus, e ofereceram fogo estranho diante do Senhor, o que ele não lhes ordenara (Lv 10:1b). O fogo de Deus os consumiu imediatamente, foi um incêndio vindo de Deus e uma advertência para gerar temor entre o povo (Lv 10:6b).

Deus escolheu a tribo de Levi para cuidar do tabernáculo e a família de Arão para serem sacerdotes. Eles eram sustentados pelo povo com os dízimos; eram privilegiados e estavam em destaque. Isso deve ter entrado no coração de Nadabe e Abiú. Por serem privilegiados e estarem em lugar de destaque, acharam que podiam ser melhores que Deus e fazer melhor que Ele.

Em I Samuel 2:12-17 vemos Hofni e Finéias, também sacerdotes, procedendo de maneira desonrosa, pois desprezavam a oferta do Senhor. Eles eram filhos de Belial e não se importavam com o Senhor, se prostituindo e roubando a casa de Deus. Todo o povo sabia de seus pecados; eles não tinham temor no coração e andavam pelos seus próprios caminhos.

Quantos levitas têm andado pelos seus próprios caminhos, transgredindo o altar de Deus, se prostituindo, roubando, espalhando fofocas, criando intrigas e trazendo confusão para a casa de Deus. Nós, pastores, não podemos ser omissos como Eli, que fazia vista grossa para o pecado de seus filhos. Temos que purificar o altar de Deus e zelar para que os levitas sejam referencial de integridade, unidade e amor ao serviço de Deus.

Precisamos tirar as máscaras e trazer a cura para o nosso povo. O levita que não tem compromisso com Deus não flui na adoração e amarra o povo. Muitos querem “enfiar goela abaixo” no povo uma “adoração” forçada, programada, mecânica, e totalmente sem unção. A adoração faz parte do dia-a-dia do levita e ele só pode curar e libertar com o seu louvor se estiver bem com Deus e com o seu próximo.

Deus busca incenso suave de adoração. Ele quer o melhor para Ele, não apenas de palavras, mas com sinceridade de coração. Precisamos deixar a hipocrisia de lado e assumir quem somos em Cristo, ter Sua identidade, pois o altar irá revelar quem somos, e Deus irá mostrar toda a vergonha, pois Ele é Santo e Incorruptível. De Deus não se zomba. Cuidado!!! Ele conhece o teu coração e vai revelar o escondido.

Dedique a Deus o seu sacrifício de louvor, e que dos teus lábios ou ao toque dos teus dedos suba para Ele incenso suave de adoração genuína. Ele ama o pecador, mas abomina o pecado, purifique-se n’Ele, tire toda a lepra. Deixe-se ser um canal usado por Ele para curar e libertar o povo com a unção sobre a tua vida


sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma Carta Aberta às Bandas de Louvor


James K. A. Smith*

(Texto postado por Daniel Dliver no Facebook, na quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012 às 01:51.)


Prezada banda de louvor,

Eu aprecio muito a sua disposição e desejo de oferecer seus dons a Deus em adoração. Eu aprecio sua devoção e celebro sua fidelidade - se arrastando para a igreja cedo, domingo após domingo, arranjando tempo para prática no meio da semana, aprendendo e escrevendo novas músicas, e muito mais. Como os artistas e artesãos qualificados que Deus usou para criar o tabernáculo (Êxodo 36), você está disposta a colocar seus dons artísticos em serviço ao Deus Triúno.

Então, por favor receba essa pequena missiva no espírito a que se destina: como um incentivo para refletir sobre a prática de "liderar a adoração". Parece-me que muitas vezes você é simplesmente cooptada para uma prática sem ser incentivada a refletir sobre a sua lógica, sua "razão". Em outras palavras, parece-me que muitas vezes você é recrutada para "liderar a adoração", sem muita oportunidade de fazer uma pausa e refletir sobre a natureza da "adoração" e o que significaria "liderar".

Em particular, a minha preocupação é que nós, da igreja, involuntariamente temos encorajado você a simplesmente importar práticas musicais para o culto cristão que - embora possam ser apropriadas em outros lugares - são prejudiciais para a adoração congregacional. Mais explicitamente, usando a linguagem que empreguei pela primeira vez em "Desejando o Reino", eu às vezes me preocupo que nós inconscientemente tenhamos encorajado você a importar certas formas de performance que são, com efeito, "liturgias seculares" e não apenas "métodos" neutros". Sem nos darmos conta, as práticas dominantes de performance nos treinam a nos relacionar com a música (e com músicos) de uma determinada maneira: como algo para o nosso prazer, como entretenimento, como uma experiência em grande parte passiva. A função e objetivo de música nessas "liturgias seculares" é muito diferente da função e objetivo da música no culto cristão.

Então deixe-me oferecer apenas alguns axiomas breves com a esperança de encorajar nova reflexão sobre a prática de "liderar a adoração":




1. Se nós, da congregação, não pudermos ouvir a nós mesmos, não é adoração. O culto cristão não é um concerto. Em um concerto (uma "forma de performance" particular), muitas vezes esperamos ser esmagados pelo som, particularmente em certos estilos de música. Em um show, chegamos a esperar esse tipo estranho de privação sensorial que acontece a partir de uma sobrecarga sensorial, quando o bater dos graves em nosso peito e no banho de música sobre a multidão nos deixa com a adrenalina de uma certa vertigem aural. E não há nada de errado com concertos! Só que o culto cristão não é um concerto. O culto cristão é uma prática coletiva, comunitária e congregacional - e o som reunido e a harmonia de uma congregação cantando como um é essencial para a prática da adoração. É uma maneira de "executar" a realidade de que, em Cristo, somos um só corpo. Mas isso requer que nós realmente sejamos capazes de ouvir a nós mesmos, e ouvir as nossas irmãs e irmãos cantando ao lado de nós. Quando o som amplificado do louvor da banda supera as vozes, não podemos ouvir-nos cantar - assim perdemos esse aspecto comunitário da congregação e somos estimulados a nos tornar efetivamente adoradores passivos, privados.

2. Se nós, da congregação, não podemos cantar junto, não é adoração. Em outras formas de performance musical, músicos e bandas vão querer improvisar e "ser criativos", oferecendo novas interpretações e exibir o seu virtuosismo com todos os tipos de trinados diferentes e pausas e improvisações sobre a música recebida. Mais uma vez, isso pode ser um aspecto delicioso de um concerto, mas no culto cristão significa apenas que nós, da congregação, não podemos acompanhar. E assim o seu virtuosismo dá origem à nossa passividade, a sua criatividade simplesmente encoraja o nosso silêncio. E enquanto você pode estar adorando com a sua criatividade, a mesma criatividade realmente desliga a música congregacional.

3. Se você, a banda de louvor, é o centro das atenções, não é adoração. Eu sei que geralmente não é sua culpa que nós colocamos você na frente da igreja. E eu sei que você quer modelar a adoração para imitarmos. Mas porque temos encorajado você a basicamente importar formas de performance da sala de concertos para o santuário, nós podemos não perceber que nós também involuntariamente encorajamos um senso de que você é o centro das atenções. E quando o seu desempenho torna-se uma exibição de seu virtuosismo - mesmo com a melhor das intenções - é difícil combater a tentação de fazer a banda de louvor o foco de nossa atenção. Quando a banda de louvor vai para riffs longos que você pode pretender oferecer a Deus, a congregação torna-se totalmente passiva e, porque adotamos hábitos de relacionar com a música do Grammy e dos palco de shows, sem querer fazemos de você o centro das atenções. Gostaria de saber se pode haver alguma reflexão intencional sobre o posicionamento (para o lado? Levando por trás?) e performance que pode nos ajudar a combater esses hábitos que trazemos conosco para adorar.

Por favor, considere estes pontos com cuidado e reconheça o que não estou dizendo. Isso não é apenas algum apelo em favor do culto "tradicional" e uma crítica do culto "contemporâneo". Não confunda isso como uma defesa de órgãos de tubos e uma crítica de guitarras e bateria (ou banjos e bandolins). Minha preocupação não é com estilo, mas com a forma: O que estamos tentando fazer quando nós "lideramos a adoração"? Se formos intencionais acerca da adoração como uma prática congregacional comunitária, que nos leva a um encontro dialógico com o Deus vivo - que a adoração não é meramente expressiva, mas também formativa - então podemos fazer isso com violoncelos ou guitarras de aço, órgãos de tubos ou tambores africanos.

Muito, muito mais poderia ser dito. Mas deixe-me parar por aqui, e por favor receba este como o incentivo que está destinado a ser. Eu adoraria vê-lo continuar a oferecer seus dons artísticos em adoração ao Deus Trino, que está nos ensinando uma nova canção.

Muito sinceramente,

Jamie

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*James K. A. Smith é professor de Filosofia no Calvin College.

Essa é uma tradução livre. Confira o original em
http://forsclavigera.blogspot.com/2012/02/open-letter-to-praise-bands.html

quinta-feira, 8 de março de 2012

Imagem não é tudo Sr. Golias!



Se marketing pessoal pode ser descrito como o processo, iniciado por um indivíduo desde a concepção, planejamento até a execução de ações que valorizem alguem, então Golias era o rei do marketing pessoal . Ele sabia atiçar a platéia e os inimigos como ninguém. Ele era o “cara” , ele sabia como chamar a atenção, como planejar detalhadamente a sua auto-promoção e como transformar isso em poder , causando medo e terror entre seus adversários.

"Imagem é tudo", e Golias sabia muito bem disso. Ele criou uma imagem que fazia que qualquer um se colocasse em posição de total inferioridade. Sem nenhuma ajuda de uma assessoria de imprensa , de uma agência de publicidade , sem twitter ou facebook, Golias fez de si próprio um mito !

Golias era agressivo, egocêntrico, semeava o pessimismo e o insucesso no meio dos inimigos, era dotado de uma frieza impressionante, e demonstrava abertamente o desdém pelos outros. Ou seja , ele era autentico ! Ele era ele mesmo, ele fazia uso do melhor marketing pessoal já criado e disponível que é a autenticidade. Golias era tosco , cruel e não fazia questão de esconder isso , pelo contrário , multiplicava isso e fazia uso dessas suas características.

Golias não se sentia desconfortável em falar em publico, pois ele era um grande comunicador. E comunicação é resultado. A melhor comunicação é aquela que atinge seus objetivos, e Golias obtinha sucesso , porque sabia se comunicar, sabia influenciar , sabia ameaçar e disseminar o terror no meio dos israelitas .

Suas palavras surtiram efeito, elas eram letais, elas catalisavam e propagavam o medo. A propaganda do fracasso, do impossível, do inexeqüível do imponderável , do obstáculo intransponível. E ele ameaçou e desafiou o povo de Israel por quarenta dias, de manhã e de tarde.

E palavras têm poder. Quando essas palavras são associadas à imagem e a técnicas de e métodos adequados , elas são gigantescamente eficientes pois elas imobilizam e paralisam o ouvinte, neutralizando o seu poder de reação.

E o povo de Israel estava paralisado, ancorado , encalhado como um navio transatlântico num banco de areia e ainda por cima apavorado. O massacre psicológico sofrido pelos israelitas , os levava a uma angústia profunda , uma tortura diária.

Mas a solução veio de quem menos se esperava. Davi fazia “delivery” . Ele obedecia a uma ordem do pai que era a de levar comida para os seus irmãos que estavam no campo de batalhas. Ele era responsável pela cadeia de suprimentos, pela logística no campo de guerra.

Casualmente ele se encontrou num cenário onde um gigante chamado Golias, desafiava e espalhava o pavor em todo o exército de Israel. Naquele momento, Davi revestido de uma ousadia e otimismo extraordinário, assume o compromisso de batalhar contra aquele gigante de uma maneira heroica.

E foi neste momento que Davi revelou uma fé que não se inferioriza diante do inimigo, ou desafio; ele mostrou otimismo diante de seu povo que via diante de si a derrota.
A maioria de nos somos derrotados na véspera, pois quando nos deparamos diante de algum problema, de algum gigante da vida; aceitamos a derrota e nos rendemos antes da luta começar. Nossas mentes são fábricas de gigantes, aumentamos o tamanho deles mais do que de fato eles realmente são. E esta visão negativista da realidade , contribui para que fiquemos vulneráveis ao nocaute do adversário. Mas Davi era um jovem que não temia desafios, e os vencia porque lutava com as armas de Deus. Ele preferiu lutar e pediu permissão para isso.

O Rei Saul temeu pela vida de Davi dizendo: Golias é um lutador e você não passa de um menino.

Isso em nada importava a Davi que respondeu : O Senhor meu Deus me ajudará nessa batalha.

Davi convenceu o Rei Saul de que podia enfrentar Golias e assim Saul ofereceu-lhe as armas e a armadura, mas elas eram pesadas demais. Davi não lutou contra Golias com as armas humanas, que lhe foram oferecidas. Ele rejeitou a armadura humana. Ela era pesada , desconfortável e não se adaptava e por isso Davi partiu para a luta sem nenhuma armadura levando consigo apenas um estilingue e algumas pedras que ele tinha pego em um riacho.

Mas Davi tinha visão , ele sabia que sempre acabamos fracassando quando vestimos exclusivamente a armadura humana. A armadura que contem as armas do orgulho, da soberba , da auto-suficiência , vai nos levar a derrota, pois este tipo de armadura é vulnerável e não nos defende.

Davi não era o tipo de pessoa que esperava o gigante lhe acertar, ele atacava primeiro. Infelizmente em nossas vidas não usamos a tática de Davi , nós esperamos sermos golpeados primeiro para só depois reagirmos . Nosso problema é que somos o povo da defensiva. Ou seja, nos às vezes, só começamos a lutar depois que o problema, a situação, a circunstância, já ficou gigante. E aí, quase sempre, é tarde demais. Nós temos que ir ao encontro do problema, enquanto este ainda está pequeno, para que nunca aumente excessivamente.

Davi sabia que a melhor estratégia de defesa era o ataque. E estudando os passos e a estratégia de Davi , aprendemos que ao agirmos de forma preventiva, as chances de sermos bem sucedidos aumentam exponencialmente.

Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?”

Davi tinha um pacto , uma aliança com Deus , ele escolhe bem as palavras e grita elas com autenticidade, sem medo e sem duvida.

“Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado...porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”

E palavras têm poder. Golias zombou do menino, mas Davi colocou uma pedra na funda e atirou-a contra o gigante. A pedra atingiu a testa de Golias que caiu ao chão completamente vencido. Depois disso Davi tomou a espada do gigante e com ela cortou-lhe a cabeça. O exército dos filisteus fugiu completamente desnorteado, sendo perseguido pelos homens de Saul que os destruiu.

Sempre existirão Golias em nossas vidas. Assim como Davi, nossa alternativa é a luta, não temos saída. A luta nos trará vitória para que essa aliança chegue ao conhecimento de todas as pessoas, pois o melhor marketing é aquele que reflete a verdade e é autentico!

© 2009, Blog Cabala da Autossuficiência. Usado com permissão. Originalmente publicado em cabaladaautossuficiencia.com.br

sexta-feira, 2 de março de 2012

Anjos no volante

Estava dando uma fuxicada no site do meu querido Rosh Eduardo Stein* e não pude deixar de ser atraido pelo pequeno artigo que com carinho lanço aqui.  Everson Tavares

Não podemos fugir da corrida da vida. Não adianta ir para o box, ficar com o carro parado, prolongando indefinidamente o “pit-stop”, esperando as coisas melhorarem porque você se acha incapaz de vencer a corrida.

Não deixe isso te abalar. Todos têm defeitos. Homens e mulheres da bíblia foram usados de maneira extraordinária apesar dos seus defeitos.

Caso você não saiba, mulheres são anjos...E quando alguém quebra suas asas, elas simplesmente continuam a voar... só que de vassoura!"

Brincadeiras a parte, piloto de verdade é Danica Patrick que foi a primeira mulher a sair dos boxes e vencer uma corrida de formula Indy! Ela realmente venceu e repetiu excelentes atuações durante muito tempo.

Nada a limitou! Mas nós usamos nossas limitações como desculpa para não irmos adiante. Mas Deus nos usa justamente quando estamos em transformação. Nossas limitações não limitam a ação criadora e criativa do PAI.

Ele não nos usa pelo aquilo que somos mas por aquilo que vamos nos transformar. Nunca tire o time de campo ou perca tempo nos boxes.

Deus não escolhe você pela sua beleza, pela sua inteligência, mas pelo seu potencial. Volte para corrida.

Afinal , quando você vencer , ele é que ganha o credito!

Pedro tinha um temperamento forte. Até mesmo difícil. Ele era o cara operacional, um trabalhador braçal que cuidava dos pescadores . A conversa dele não era macia não, ele falava com energia e não tava nem aí se alguém gostava dele ou não.

Ele cortava orelhas, ele mentiu, ele mesmo se amaldiçoou. Deus podia usar alguém mais educado, mais qualificado, mais maduro, mais disciplinado, mas o pai enxerga o coração, os defeitos não nos desqualificam.

Quando Pedro abriu a boca, 3000 pessoas se dobravam a soberania de Deus. Pedro curou paraplégicos, ressuscitou mortos e sua sombra curava as pessoas.

Se você for um perfeccionista, você será um eterno infeliz, porque a dinâmica da vida espiritual sempre nos empurra para um crescimento. Estaremos sempre crescendo, sempre melhores , mas nunca pronto.

Jacó enganou, Davi teve caso extraconjugal, Noé ficou bêbado, Paulo matou. Gideão era tímido e inseguro, Miriam fofoqueira, Sarah impaciente, Elias tinha depressão, Jonas correu de Deus, Abraão era velho, Moisés era gago, Zaqueu era baixinho e Lazaro...era morto!

E agora, qual a sua desculpa? Porque você crê que Deus não vai usar você?
 
© 2009, Blog Cabala da Autossuficiência. Usado com permissão. Originalmente publicado

Eduardo Stein, líder da Sinagoga Messiânica Beit Tefilat Yeshua, Rio de Janeiro