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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Semana de Pentecostes - Shavuot!


Shavuôt e a Capacitação dos Santos

Estamos celebrando nesta semana a Festa de Shavuôt (Pentecostes). Shavuôt é uma das três festas de peregrinação mencionadas na Torá, além de Páscoa (Pêssach) e Sucôt (Tabernáculos). Nestas festas, judeus e não judeus de todas as partes do mundo se reuniam em Jerusalém para adorar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Shavuôt tem duração de dois dias apenas, e representa a festa com maior apelo às nações. Temos como tradição a leitura dos Asseret Há Devarim (As Dez Palavras ou Dez Mandamentos) além da leitura de Rute. Também é costume passar à noite em claro estudando a Torá e os Profetas, em especial Jeremias e Ezequiel. Em Shavuôt, optamos por comer alimentos à base de leite, pois a Torá é comparada à nutrição do leite e à doçura do mel. No início, comemorava-se nesta data apenas a entrega das primícias dos cereais nos dias do Beit Há Mikdásh (Templo em Jerusalém). Atualmente, comemoramos a outorga da Torá ao Povo de Israel e a toda a humanidade, uma vez que durante esta Festa a Lei foi revelada no Sinai ao povo de Israel. De acordo com o Talmud (Hagigá 12ª), o rei David morreu no dia de Shavuot. O famoso Baal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, também faleceu em Shavuot em 1760. Em Shavuot celebramos a capacitação espiritual para sermos testemunhas do Eterno neste mundo. Tanto no Sinai, quando em Sião (At cap. 2), ocorreu a mesma coisa. Segundo a tradição rabínica, a Torá não foi dada no Sinai. Ela foi RELEVADA. Daí, todo judeu, nascido posteriormente ao evento no Sinai, pode, em espírito, ter a mesma experiência que seus antepassados tiveram durante a outorga da Lei. Da mesma forma, a experiência dos apóstolos no Monte Sião (At 2) também pode e deve ser re-experienciada por todo temente ao Deus de Israel. Estes dois eventos (Ex 20 e At 2) são paralelos e convergem espiritualmente para o mesmo fim = Capacitação Espiritual com os dons do espírito para realização de nosso chamado maior: Sermos LUZ para o mundo!


A Festa de Shavuot é muito especial pois finalizava o final dos 50 dias de colheita e ajuntamento das primícias para serem oferecidas a Deus. Um dos principais aspectos de Shavuot era a cerimônia de apresentação desses primeiros frutos na Casa de Deus em Jerusalém, oferecendo-os aos sacerdotes e levitas. A dádiva da Torá no Monte Sinai também é associada à Festa de Shavuot, e é claro que esta é a razão pela qual Deus escolheu este dia para manifestar o Seu Espírito sobre os Apóstolos, o povo de Israel e os habitantes de Jerusalém.

Nas comunidades judaicas ao redor do mundo temos em Shavuôt uma noite inteira de estudos, comida e adoração. Este é um costume muito antigo, onde passamos toda a noite estudando a Palavra de Deus.
Shavuôt é também a Festa dos tementes a Deus e dos prosélitos. Apesar do apóstolo Paulo ser totalmente contra a judaização de gentios, contra a circuncisão e a conversão ao judaísmo por parte de não judeus, Paulo trabalhava arduamente para que os gentios aceitassem e recebessem ao Deus de Israel como seu Deus e para que abandonassem os ídolos e deuses os quais adoravam. Em outras palavras, Paulo não pregava um evangelho “sem lei”, e não permitia que os gentios continuassem em seus caminhos de idolatria. Pelo contrário, ele trabalhava para que os gentios largassem seus ídolos e se voltassem ao Deus de Israel. Essencialmente, Paulo queria que os gentios se convertessem da idolatria à Fé em um único Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e Seu filho Yeshua, o Rei dos Judeus. A idéia é que estamos juntos mas somos diferentes, o judeu permanece judeu e o gentio não se converte ao judaísmo. É isto que realmente significa estar enxertado na oliveira natural (Romanos capítulo 11).

Então, de certa forma, todo não judeu que entregou sua vida a Deus e a Yeshua o Messias, é um “semi-prosélito”. Ele deixou os ídolos de seus familiares e se voltou ao Deus de Abraão; deixou os muitos deuses gregos e romanos e se associou ao Deus de Jerusalém e da Terra de Israel. Talvez esta forma de enxergar a teologia paulina é bem diferente do que muitas pessoas estão acostumadas a ler, mas se analisamos os ensinos de Paulo sob o ponto de vista bíblico, veremos que é exatamente isso que Paulo estava pregando. Foi por isso que Paulo voltou a Jerusalém com os sete jovens não judeus e com a contribuição das Igrejas da Ásia menor e da Grécia em favor dos santos de Jerusalém. Verdadeiramente, o que Paulo estava fazendo era cumprir as promessas que Deus deu aos profetas de Israel, onde não judeus se uniriam a Israel na adoração ao Deus vivo: “E muitos povos virão e dirão: ‘Vamos todos subir ao Monte do Senhor, rumo à casa do Deus de Jacó; para que Ele nos ensine os seus caminhos e para que andemos em suas veredas. Pois de Sião sairá a Lei (Torá) e a palavra de Deus de Jerusalém” (Is 2:3).

Chag Shavuot Sameach (Feliz Festa de Shavuot)!


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