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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Se o Nosso Morrer for uma Disciplina?





John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.


Meditação em 1 Coríntios 11.29-32
Viver para Cristo é bastante árduo. No entanto, morrer para Cristo é também muito difícil. Precisamos de toda ajuda que pudermos obter. É uma questão de fé. Confiaremos nEle até ao fim? Descansaremos em sua graça ou entraremos em pânico, imaginando que somos destinados ao inferno? Saberemos lidar com o medo de que o nosso morrer é um castigo e o prelúdio de algo pior? Oh! quantas dúvidas plantadas pelo diabo! Temos de aprender como repeli-lo com a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Esta é outra parte de nossa defesa.

Suponhamos que pecamos realmente de um modo negligente e que desagradamos a Deus. Suponhamos também que sejamos "disciplinados" e "julgados" pelo Senhor, por consequência desse pecado, e que Ele nos envie uma doença. Cuidado! Eu não estou dizendo que sejamos "punidos" no sentido de sofrermos a penalidade do pecado. Cristo suportou a penalidade de todos os nossos pecados, na cruz: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados" (1 Pedro 2.24). Porém, usei a palavra "disciplinados" no sentido de repreensão, correção, purificação e preservação de pecados piores. "O Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" (Hebreus 12.6).

Mas, o que você diz sobre a morte? Deus nos removeria por meio da morte como parte de sua disciplina? O apóstolo Paulo afirmou que, às vezes, Deus faz isso. Ao lidar com os pecados cometidos na Ceia do Senhor, Paulo escreveu:

Quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem[ou seja, que morreram]. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor,para não sermos condenados com o mundo" (1 Coríntios 11.29-32).

Em outras palavras, ficar doente, fraco e, até, morrer são formas de disciplinas do Senhor. O objetivo não é a condenação. Isso aconteceu na cruz. Para nós, não há "nenhuma condenação" (Romanos 8.1). O objetivo é "não sermos condenados com o mundo" (1 Coríntios 11.32). Em outras palavras, a morte é, às vezes, um livramento disciplinar que visa salvar-nos da condenação. "Há entre vós... não poucos que dormem [ou seja, que morreram]... para não sermos condenados com o mundo."

É claro que essa não é a razão de todas as mortes dos preciosos santos de Deus. Não conclua imediatamente que sua doença ou a sua morte se deve a uma trajetória de pecado, da qual você tem de ser libertado. Mas suponha que isso pode ser o que está acontecendo.

Isto é encorajador? Pensar nisto o ajudará a morrer mais tranquilo, com mais fé e esperança? Minha resposta é que todo o ensino da Bíblia tem como alvo ajudá-lo a morrer, bem como ser um encorajamento para a fé, à luz da verdade (Romanos 15.4).

Então, como esta verdade nos fortalece, para que tenhamos uma morte cheia de esperança? Talvez assim. O pensamento de que somos pecadores não é uma grande ameaça à nossa paz? O pensamento de que Deus é soberano e de que Ele poderia remover a doença, se quisesse, não nos ameaça com sentimentos de temor, quando sabemos que, se a doença permanece, Ele deve estar agindo contra nós? E como lidaremos com esses temores, quando sabemos que somos realmente pecadores e que a corrupção ainda permanece em nós? Nesses momentos, buscamos algum encorajamento na Bíblia mostrando-nos que Deus está disposto a salvar crentes que pecaram e são muito imperfeitos.

No entanto, sabemos que Deus é santo e odeia o pecado, até o pecado cometido por seus filhos. Também sabemos que Ele disciplina seus filhos fazendo-os passar por experiências dolorosas (Hebreus 12.11). Não somos daqueles que afirmam que Deus não tem qualquer relação com as experiências dolorosas da vida. Por isso, buscamos ajuda e esperança na Palavra de Deus, a qual é completamente realista. E achamos em 1 Coríntios 11.32 que a morte dos santos — a morte que é disciplina e julgamento — nãoé condenação, e sim salvação. Deus está tirando a vida do crente que está em pecado, porque o ama tanto que não permitirá que ele continue no pecado.

Isto é um poderoso encorajamento. Não é fácil de entendermos, nem é ensinado frequentemente. Mas é uma rocha firme. O que isto diz a todos nós é o seguinte: não precisamos estar certos de que o tempo de nossa morte se deve ao nosso pecado, ou à crueldade de Satanás (Apocalipse 2.10), ou a outros propósitos de Deus. O que precisamos realmente é a profunda segurança de que, se a nossa morte resultar de nossa tolice e pecado, podemos descansar tranquilamente no amor de Deus. Nesses momentos, estas palavras serão extremamente preciosas: "Somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo". Deste modo, aprendemos a morrer tranquilos.

Fonte: Extraído do livro: Provai e Vede - 2008 - Editora Fiel (páginas 44-46).
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Justificação

D. M. Lloyd Jones

Justificação não significa meramente perdão. Inclui o perdão; no entanto, é muitíssimo maior do que este. Além disso, a justificação afirma que Deus nos declara completamente inocentes, considerando-nos pessoas que jamais pecaram. Ele nos proclama justos e santos. Agindo assim, Deus está refutando qualquer acusação que a lei faça contra nós. Não é apenas o juiz, no tribunal, asseverando que o réu está perdoado, mas declarando-o uma PESSOA JUSTA E INOCENTE. Ao justificar-nos, Deus nos informa que removeu nosso pecado e culpa, imputando-os, ou seja, lan- çando-os na conta do Senhor Jesus Cristo, castigando- os nEle. Deus também anuncia que, fazendo isso, lança em nossa conta (ou seja, imputa-nos) a perfeita justiça de seu querido Filho. O Senhor Jesus Cristo obedeceu completamente a Lei; jamais a transgrediu em algum aspecto, satisfazendo-a em todas as suas exigências. Esta completa obediência constitui a justiça dEle. O que Deus faz ao justificar-nos é lançar em nossa conta (ou seja, imputar-nos) a justiça do Senhor Jesus Cristo. Ao declarar-nos justificados, Deus proclama que nos vê não mais como realmente somos, e sim como pessoas vestidas da justiça de Cristo. Um hino escrito pelo conde Zinzendorf expressa deste modo a justificação: 

Jesus, tua veste de justiça É agora minha beleza; minha gloriosa vestimenta. Entre os mundos flamejantes, Envolvido em tua justiça, com alegria eu Te exaltarei.





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

6 Marcas de um Pastor Atemorizado Diante de Deus



 

6 Marcas de um Pastor Atemorizado Diante de Deus

 

Paul Tripp


Paul Tripp é o presidente de Paul Tripp Ministries, organização sem fins lucrativos cujo slogan de missão é "Conectando o poder transformador de Jesus Cristo à vida diária". É também professor de vida e cuidado pastoral no Redeemer Seminary, em Dallas (Texas), e diretor executivo do Center for Pastoral life and Care, em Fort Worth (Texas). É casado há muitos anos com Luella, e têm quatro filhos adultos.

Quais os sinais que se produzem no coração de um pastor atemorizado diante de Deus, que são vitais para um ministério eficaz, produtivo e que honra a Deus?

1. Humildade

Não há nada que se compare ao estar indefeso diante da maravilhosa glória de Deus, para colocar-lhe em seu devido lugar, para corrigir a maneira com que você se vê pessoalmente, para arrancar-lhe da sua arrogância funcional, e para tirar-lhe o vento das velas da sua justiça própria. Diante de Sua glória, eu me sinto despido, sem qualquer glória que ainda possa restar-me a fim de que eu possa exibir-me diante de outros. Enquanto eu me compare com outros, poderei sempre encontrar outra pessoa cuja existência parece fazer-me, por comparação, mais justo. Mas se eu comparar meus panos imundos ao puro linho, eternamente sem manchas, da justiça de Deus, eu correria a esconder-me com um coração dilacerado e envergonhado.
E isto foi o que aconteceu com Isaías no capítulo seis. Ele está diante do majestoso trono da glória de Deus e diz: "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos." (Isaías 6:5). Isaías não está falando aqui em termos de uma formal hipérbole religiosa. Ele não está buscando tornar-se agradável diante de Deus por mostrar-se "ó, tão humilde". Não; Isaías aprendeu que só à luz da colossal glória e santidade de Deus, é que você poderá ter uma visão exata e correta de si mesmo e entender a profunda necessidade de ser resgatado com o resgate que só a graça gloriosa de Deus poderá prover-lhe.
Com o correr do tempo durante sua vida ministerial, muitos pastores chegam a se esquecerem de quem são eles. Têm uma visão inchada, destorcida, grandiosa de si mesmos, que os mantêm altamente inacessíveis, e que lhes permitem justificar seus pensamentos, seus desejos, as coisas que dizem, e a fazerem aquilo que, biblicamente, não é justificável fazer. Eu já "estive lá" e, de quando em quando, caio outra vez no mesmo erro. Em ocasiões como essas, eu tenho que ser resgatado de mim mesmo. Quando você está sobremodo maravilhado de si mesmo, você se posiciona para ser hipócrita, controlador, super confiante, e um autocrata eclesiástico extremamente crítico. Você, inadvertidamente, constrói um reino em cujo trono você mesmo se assenta, não importa o quanto afirme que tudo o que você faz, o faz para a glória de Deus.

2. Sensibilidade

A humildade, que só este sentir atemorizante de Deus pode produzir no meu coração, cria em mim, sensibilidade pastoral para com as pessoas que carecem da mesma graça. Ninguém pode compartilhar graça melhor do que aquele que está profundamente convencido de que ele mesmo necessita esta graça, e a recebe de Cristo. Esta sensibilidade me faz afável, gentil, paciente, compreensivo e esperançoso diante do pecado alheio, sem nunca comprometer o chamamento santo de Deus. Protege-me de estimativas como "... não acredito que você pudesse fazer uma coisa dessas!," o que, diga-se, me faz essencialmente diferente de todos os demais. É difícil apresentar o Evangelho a alguém, quando você está contemplando esse alguém, com superioridade. Confrontar os pecados dos outros com uma sensibilidade inspirada em meu assombro diante Deus, me livra de ser um agente de condenação, ou de esperar que a lei cumpra aquilo que somente a graça pode cumprir, e me motiva a ser um instrumento dessa graça.

3. Paixão

Não importa o que está funcionando, ou o que não está funcionando bem em meu ministério, não importa quais as dificuldades que eu esteja vivendo, ou tampouco importa as lutas pelas quais eu esteja passando, a influente glória de Deus me anima a levantar-me pela manhã e fazer aquilo para o qual fui dotado e chamado para fazer, e faze-lo com entusiasmo, coragem e confiança. Minha alegria não se deixa maniatar pelas circunstâncias ou pelos relacionamentos, e meu coração não é tomado por qualquer direção em que ditas circunstâncias e relacionamentos o queiram levar. Tenho toda razão para alegrar-me porque sou um filho escolhido, e um servo recrutado pelo Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o grande Criador, o Salvador, e meu Chefe. Ele está sempre perto e é sempre fiel. Minha paixão pelo ministério não depende de como eu esteja sendo recebido. Minha paixão flui da realidade de que eu fui recebido por Ele. Não me entusiasmo porque as pessoas possam gostar de mim, mas porque Ele me tem aceitado e me tem enviado. Não estou apaixonado por meu ministério, por ser, o ministério, algo glorioso, mas sim porque Deus é eternamente e imutavelmente glorioso. Assim eu prego, ensino, aconselho, lidero e sirvo com uma paixão evangélica que inspire e acenda o mesmo sentir naqueles ao meu redor.

4. Confiança

Confiança - aquele sentimento de bem-estar e de capacitação, me vem de conhecer Aquele a quem sirvo. Ele é minha confiança e minha habilidade. Ele nunca irá chamar-me para uma tarefa para a qual não me tenha capacitado. Ele tem mais zelo pela saúde de sua igreja do que eu jamais poderia ter. Ninguém tem maior interesse no uso dos meus dons do que Aquele que me outorgou ditos dons. Ele está sempre presente e sempre de boa vontade. Ele é todo-poderoso e todo omnisciente. Ele é ilimitado em amor e glorioso em sua graça. Ele não muda; para sempre é fiel. Sua Palavra nunca cessará de ser a verdade. Seu poder para salvar nunca será exaurido. Seu governo nunca deixará de existir. Nunca será conquistado por algo maior do que Ele mesmo. Assim, eu posso fazer com confiança tudo o que Ele me chamou para fazer, não em virtude de quem eu seja, mas porque Ele é o meu Pai, e é glorioso em todos os aspectos, em todos o sentidos.

5. Disciplina

O ministério pastoral, nem sempre é glorioso. Muitas vezes as suas expectações ingénuas, são apenas isso – ingenuidade. E algumas vezes se levará mais do que um ministério de sucesso e a apreciação do povo para arrancar-lhe da cama e cumprir o seu chamado. Outras vezes você não verá muitos frutos como o resultado de seus esforços e tampouco terá muitas esperanças de uma colheita breve e abundante. Algumas vezes você se verá traído e se sentirá sozinho. Então, a sua disciplina precisa estar arraigada em alguma coisa mais profunda do que sua avaliação horizontal de como as coisas pareçam estar caminhando. Eu estou cada vez mais convencido, em minha própria vida, de que uma auto-disciplina robusta e firme, do tipo essencial para um ministério pastoral, está solidificada na adoração. A gloriosa existência de Deus, Seu caráter, Seu plano, Sua presença, Suas promessas e Sua graça, me fornecem a motivação para trabalhar com ardor e nunca desistir, sem importar-me se estamos vivendo sob um tempo de amenidade, ou se estamos sob uma época tempestuosa.

6. Repouso

Finalmente, enquanto contemplo minha própria fraqueza e os distúrbios da igreja local, o que poderá trazer verdadeiro repouso ao meu coração? A Glória! Esta lhe dará repouso. É o conhecimento de que nada é tão difícil para o Deus a quem você serve. É a segurança de que todas as coisas são possíveis para Ele. É saber, como Abraão, que Aquele que fez todas aquelas promessas, é fiel para cumpri-las. Ainda que pareça haver múltiplas razões no nível horizontal para fazer-nos ansiosos, eu não permitirei que meu coração seja raptado por preocupação ou medo, porque o Deus de inestimável glória, que me tem enviado, Ele mesmo prometeu: "Eu serei contigo." Eu não tenho que fazer joguinhos mentais comigo mesmo. Eu não tenho que negar, nem minimizar a realidade a fim de que me sinta bem, porque Ele já tem invadido minha existência com Sua glória, e eu posso descansar até mesmo, e de certa forma, no conceito truncado do "já" e do "não ainda" cumprido e realizado.

Recuperando nossa perplexidade diante de Deus

Em conclusão, eu não tenho uma fórmula de estratégias para lhe oferecer. Mas lhe aconselho a correr agora, e correr rapidamente ao seu Pai de aterrorizante glória. Confesse a ofensa do seu tédio ministerial. Ore e peça por olhos abertos aos 360 graus, 24 horas por dia, 7 dias por semana, para que você veja a exibição da glória à qual você tem estado cego. Determine-se dedicar uma porção de cada dia para meditar na glória de Deus. Clame, busque com vigor a ajuda de outros e lembre-se de estar agradecido por Jesus quem lhe oferece Sua graça, mesmo ainda naqueles momentos quando essa graça não é, nem no mínimo, gloriosamente valiosa para você como deveria ser.

Fonte: The Gospel Coalition
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A música e o ambiente


É fato que a música tem um poder inebriante em nossas vidas e isso indiferi se somos ricos ou pobres, brancos ou negros, nativos ou estrangeiros.  O poder que ela tem transcende até mesmo as culturas e nações. Ela é uma dádiva de Deus para fazer do ser humano mais humano. Esta é, em minha opinião, um dos valores da música.
Já dizia H. R. Rookmaaker em seu livro A Arte Não Precisa de Justificativa, que “As coisas têm valor por aquilo que são, e não pelas funções que exercem, por mais que estas sejam importantes.”
O valor de uma boa música não tem preço. Ela atinge nossa alma e nos faz divagar em nossos pensamentos e lembranças de algo que fizemos ou não. Que experimentamos ou não. Lembramos e até sentimos o perfume de momentos maravilhoso que tivemos.
A música tem sim o seu ambiente. Não iríamos ser incoerente e colocar uma canção de Vinicius de Moraes num serviço ou culto ao Senhor. Mas também não colocaríamos uma canção do Juliano Son, como por exemplo, Vai valer à pena, num jantar romântico entre marido e esposa.
 Música certa no ambiente certo faz os nossos dias mais alegres, mais produtivos e mais agradáveis. Então, escolha a música certa para o ambiente certo e aprecie o dom de Deus na criação deste dia.
Shalom

Everson Tavares

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O mundanismo segundo Tiago, o apóstolo


Augustus Nicodemus Gomes Lopes é ministro da Igreja Presbiteriana do Brasilteólogo calvinistaprofessor e escritor natural da Paraíba. Desde 2003 é chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, cargo que visa manter a confessionalidade presbiteriana da instituição.



O mundanismo segundo Tiago, o apóstolo

2 objetivos são expostos nesta carta

            1º - Confortar a Igreja judaica messiânica que estava sendo perseguida por judeus não messiânicos, por volta dos séculos 50 e 60.

            2º - Advertir aos irmãos a voltar a praticar aquilo que foi ensinado na comunidade do santos por Jesus e pelos apóstolos. Corrigi-los pela incoerência.
            “O verdadeiro cristianismo não é ouvir sermões, mas ajudar os órfãos, as viúvas e os estrangeiros e não se contaminarem com o mundo” já dizia Tiago: “A fé sem obras é morta”

Definição: Mundanismo é amar o mundo ou viver com base no sistema mundano.

Na história do mundo a Igreja age diferentemente do mundo e infelizmente também age igualmente ao mundo, já dizia Paulo em Romanos 12:02 para não nos conformarmos com este mundo.

Para desmistificar alguns mitos, o mundanismo sempre existiu no ceio da Igreja e vai muito além do pensamento fundamentalista de que mundanismo está na roupa que se usa, no corte de cabelo, na música secular escutada. A grande verdade é que mundanismo é ATITUDE!

Então, neste estudo teremos três pontos a serem analisadas.

            1º - O que é o mundanismo e sua origem?
            2º - Como fazer para nos livrar do mundanismo?
            3º - Três exemplos que são três definições de mundanismo

1º - O que é o mundanismo e sua origem?

Tiago 4:1-4

Amizade ao mundo

I – Ela é a origem de todos os conflitos na existência humana.

Tiago fala em sua carta que os prazeres militam na nossa carne.
a.       Carne não no sentido biológico, mas no sentido de existência humana.
b.      Militar = Fazer guerra
c.       Prazeres = Alguns prazeres positivos são lícitos: ouvir uma boa música, assistir a uma boa peça teatral, degustar uma saborosa comida e o prazer sexual licitamente permitido por Deus no casamento. Mas estes prazeres não podem ser atendidos ou satisfeitos de qualquer forma. Há um lugar, um método, um sistema de Deus que é apropriado para isso.

Mundanismo

É quando nós vivemos para satisfazermos estes prazeres de qualquer maneira. Quando somos orientados nesta vida ao prazer, EDONISMO. Somos EDONISTAS – Filosofia grega – edone = prazer – a razão final e última da existência era o prazer.
Os gregos não estavam tão errados assim, porque a busca do prazer, da alegria, da satisfação e a paz é o que impulsiona o ser humano a fazer o que ele faz. Biblicamente, nosso prazer e razão maiores estão em conhecer a Deus, gozar da Sua presença e obedecer a Sua Palavra. E nosso deleite maior são as realidades espirituais.
            O prazer em si não é pecaminoso, todavia quando ele vira o fim em si mesmo, ele se torna a razão da nossa existência aqui, e ele é entendido ou buscado a parte de Deus aqui, que é a fonte maior da alegria, do prazer e do gozo aqui na terra. Ele se torna a causa do mundanismo. É isso que é ser mundano.
            O que é ser mundano? Buscar este fim principal do homem nos prazeres aqui deste mundo quando, de fato, gozar de Deus, conhecer e gozar de Deus, da Sua presença e do Seu beneficio. Este sim é o fim correto.
            Quando uma pessoa está dirigida para estes prazeres que FAZEM GUERRA na nossa existência – CARNE – querendo ser atendidas. Então, é daí que procedem as guerras e contendas.  Porque as pessoas estão dispostas a tudo para satisfazer estes prazeres e aí elas começam a guerrear porque frequentemente o meu prazer vai implicar no desprezar de outro. Para que eu seja feliz eu vou ter que pisar em alguém. Para que eu detenha aquilo que eu desejo vou ter que passar a perna em alguém, vou ter que enganar alguém ou entristecer alguém.
            Aqui está a origem de todas as guerras e contendas que há no mundo. E isso nunca vai passar. Governos, entidades como ONU, OEA buscam a paz e a solução no lugar errado porque eles não sabem onde está a raiz de todos os problemas. E a raiz de todos os problemas é a NATUREZA PECAMINOSA do homem DIRIGIDA para o EGOÍSMO e a SATISFAÇÃO PESSOAL.  E isto está por detrás de todas as guerras que já existiram. Com raríssimas exceções.
            Conflitos na família, no casamento, com amigos e na igreja. É o mundanismo, ou seja, a busca do prazer como sendo a razão principal de todas as coisas.
                        Ex. “Estou cansado desta mulher... eu mereço ser feliz...Eu tenho o direito de ser feliz!”
E em nome do prazer o ser humano é capaz de quebrar os votos matrimonias e desobedecer a Palavra de Deus. Enfim, se justificando pela busca ao prazer.
Fechamos aqui a definição de mundanismo que é viver para se satisfazer destes prazeres sem levar Deus em consideração.


Tiago 4-2

II – O mundano

O mundano está disposto a fazer qualquer coisa. O mundanismo leva uma pessoa a fazer qualquer coisa para obter qualquer coisa que ela deseja.
            Versículo 2
Cobiçar, matar, invejar, viver a lutar e fazer guerra = Espírito mundano
O mundano é capaz de tudo por aquilo que deseja obter.

III – Deus frequentemente frustra os planos do mundano
            Cobiças e nada tendes, matais e invejais e nada podeis obter, viveis a lutar e a fazer guerras, nada tendes porque não pedis.
            Deus frequentemente frustra os desejos do mundano. E até quando o mundano consegue o que queria ele não fica satisfeito. Nunca é o suficiente pra ele. O coração dele sempre está querendo mais. Por isso, é uma pessoa CONFLITUOSA, PROVOCA RIXAS, CONTENDAS E DISCUSSÕES. O mundanismo é a fonte de todos os problemas na igreja, nas famílias, no casamento, etc.
            É O EGOÍSMO EM BUSCA DA SATISFAÇÃO DOS PRAZERES PESSOAIS!

IV – O mundanismo impede as orações
            Uma das características do mundano é que ele não consegue orar. Versículo 3 – “Pedis e não recebeis”
            Um mundano até ora, porque pode ter sido criado na igreja, frequenta uma igreja. Ele aprende que pode pedir a Deus. Ele pede, mas não recebe porque Deus não costuma atender as orações de mundanos. Por quê? Porque pedem mal! Uma das condições para sermos atendidos por Deus nas nossas orações é primeiro que nós oremos e segundo que oremos da maneira correta. Que busquemos aquilo que está de acordo com a vontade de Deus.
            Quando pedimos coisas para gastarmos, estragarmos ou esbanjarmos em nossos prazeres, de fato, Deus não responde.
            A oração do mundano é cheia de “eus”. “O que tu tens pra mim?” “O que eu quero é isso...ou aquilo...” , “Eu, eu , eu”. Raramente pede por alguém que não seja ele. Ele se preocupa com sua própria vida e vontade. E o resultado é versículo 3.

V – Nos coloca em inimizade com Deus – versículo 4
            Tiago escreve pela primeira vez a palavra MUNDO e o contexto está relacionado aos versículos anteriores.
            * Viver paras os prazeres, viver a lutar contra as pessoas para conseguir as coisas e querem usar a Deus = Características do mundo e do mundano. E esta atitude nos torna “infiéis”, no grego original, adúlteros e adúlteras espirituais. Quando o crente é mundano, ele é acusado de adulterar contra Deus. Ele é acusado de dormir com o inimigo do marido.
            Se uma mulher adultera com um homem estranho é uma coisa, mas se ela adultera com  o inimigo do marido, ela age com requintes de crueldade. Tiago chama o mundano de adultero que dorme com o inimigo de Deus.

Amigos ou inimigos de Deus?

Já temos muitos inimigos espirituais e emocionais para lidar, mas se Deus é por nós, o que ou quem será contra nós?  Mas e se Deus for contra nós? A verdade é que o mundanismo faz Deus ficar contra nós. Quando somos amigos do mundo nos tornamos inimigos de Deus.
            Analise a sua vida. Agimos com mundanos e inimigos de Deus ou filhos obedientes e amigos de Deus.

2º - Como fazer para nos livrar do mundanismo?

Tiago 4:5-10

As armas para lutarmos contra o mundanismo:
            I – A graça de Deus – v6
            II – A humildade – v6

OBS: Em nenhuma parte do AT há a menção do versículo 5
            Os tradutores inseriram “por nós” na tradução e escreveram “espírito” como se fosse o Espírito Santo.
            Só faz sentido com o v6 quando a tradução fica “é com zelo que cobiça o espírito”, daí podemos entender o que Tiago quis dizer ao falar “Antes, Ele dá maior graça”. A graça de Deus é maior do que o desejo, do que a cobiça. Só que esta graça não é dada a todos mas apenas aos humildes.

10 ordens de Tiago, o apóstolo

V7
            Sujeitai-vos
            Resistir ao diabo = o mundanismo tem o diabo por detrás dele, agindo e influenciando.
V8
            Chegai-vos a Deus = relacionamento
            Purificar as mãos = alusão ao ritual judaico, atitudes.
            Limpar o coração = limpar o coração da incerteza, da inconstância, e  do animo dobre.
V9
            Afligir, lamentar, chorar, converte o riso em pranto, a alegria em tristeza = Há lugar para festa mas não quando as coisas não estão bem.  Esta é a hora de repensarmos valores.

V10
            Humilhar na presença de Deus = Centralidade da existência do ser humano.

3 promessas se cumprirmos as 10 ordens
V7-10 – o diabo fugirá de nós, Deus se chegará a nós e seremos exaltados.


3º - Três exemplos que são três definições de mundanismo

I – Maledicência – v11 e 12

            Falar mal do irmão, julgar o próximo. Isso é parte da condição humana decaída onde deseja destruir a reputação alheia.

II – Planejar o futuro sem levar Deus em consideração – v13-17

            O mundanismo é quando fazemos planos para o futuro como se Deus não existisse

III – Viver para os prazeres – Cap 5, v1-6

            Viver para os prazeres passando por cima de tudo e de todos


Tiago condena quando vivemos como mundano.

Examine o seu coração e cresça em humildade!


Fonte de base e estudo: Rev. Augustus Nicodemus em palestra ministrada na 9ª Conferência para Pastores em Portugal em 2009.

sábado, 9 de junho de 2012

Escola de Levitas



                       9ª turma      com     início dia 24 de junho

Objetivo: Tratar de questões concernentes ao caráter cristão, posicionamento em relação ao pecado e a busca de santidade. Conhecer nosso irmão, seu interesse em servir no ministério, sua frequência, pontualidade e compromisso. Quais suas reais motivações em relação ao Ministério de Música.

Audição: Após o término do curso uma data será marcada para que cada pessoa interessada tenha a oportunidade de demonstrar sua aptidão para servir. Isso não significa que a pessoa entrará na escala ou no grupo. Com o tempo é possível que seja convidada para o Ministério ou não. De acordo com o dom e principalmente pelos frutos como membro do CEI - Cabo Frio.

Estamos às portas de mais uma turma de Escola de Levitas, e será um prazer compartilharmos da palavra santa do nosso Senhor e seus designos para servi-lo de acordo com a vontade D’Ele, e não a nossa ideia do que é bom.
Afinal de contas, o que é bom pra mim pode não ser tão bom assim pra você, então...
É sempre melhor fazer o que Ele pede!
Sendo bom ou não é ordem D’Ele e ponto.



Começaremos nossos encontros neste último domingo de junho, dia 24
ATENÇÃO, não perca seu horário, 08h30min às 10h00min da manhã em nossa igreja.

Tolerância de 10 minutos para início da aula.
Teremos 10 aulas ao todo, para conclusão do curso é preciso no mínimo 80% de presença, ou seja, oito aulas completas.
É necessário levar sua bíblia, bloco de anotações e caneta.
Pedimos a colaboração de R$ 5,00 para xerox dos textos estudados.

Célula do Geração Livre


Célula do Geração Livre, na terça dia 29. Pouquinha gente, mas o assunto foi muito relevante: Continuação do tema: O que eu faço é condiz com o que eu canto e falo no altar?

Foi muito bom.